O chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Leonardo DutraEmbrapa apresenta Plano Recupera Rural RS com foco em solo, adaptação e resposta aos eventos climáticos extremos
Durante a 26ª Expodireto Cotrijal, a Embrapa divulgou as ações do Plano Recupera Rural RS, estruturado em articulação com instituições de pesquisa e extensão após as perdas causadas por eventos climáticos extremos no Estado. A proposta busca restabelecer a capacidade produtiva das propriedades com base em práticas sustentáveis e maior preparo para novos eventos.
O chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Leonardo Dutra, explica que, após a enchente de 2024, equipes técnicas foram a campo para mapear os diferentes impactos conforme cada região — de áreas alagadas no sul a deslizamentos na serra. “A partir desses diagnósticos, passamos a estruturar Unidades de Referência Tecnológica, que são propriedades onde iniciamos, na prática, as ações de recuperação”, afirma.
Restauração, resiliência e mitigação
O plano se organiza em três frentes: restauração, resiliência e mitigação. A etapa inicial está voltada à recomposição das condições físicas, químicas e biológicas do solo, com uso de práticas que aceleram esse processo. “Nessas unidades, a Embrapa atua diretamente na implantação de cultivares, sejam alimentares, forrageiras, frutíferas ou florestais”, detalha Dutra.
Pesquisa e adaptação da agricultura
As ações incluem a adoção de sistemas produtivos mais sustentáveis, com práticas conservacionistas como recomposição de mata ciliar, manejo adequado do solo e desenvolvimento de cultivares adaptados às mudanças climáticas.
Dados da enchente
Levantamentos da Embrapa apontam que mais de 3,2 milhões de hectares foram afetados e mais de 400 municípios decretaram situação de emergência ou calamidade no Rio Grande do Sul após a enchente de 2024. Cerca de 54 mil propriedades da agricultura familiar registraram algum tipo de impacto.
28 - Mai
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